sábado, 29 de enero de 2011

JACOB!

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Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt - Rio de Janeiro, 14/02/1918 - 13/08/1969), músico, compositor e bandolinista, uma glória nacional.

Jacob atualmente é conhecido do grande público pelo espetáculo no Teatro João Caetano em 1968, com a divina Elizeth Cardoso, Época de Ouro e Zimbo Trio, que resultou num álbum com dois LP's, na época com edição limitada, mas com reedições posteriores.

Sobre esse espetáculo, diz Hermínio Bello de Carvalho, seu produtor: "Eu me lembro que quando o concerto chegou ao final, o público uivava. Foi uma coisa muito emocionante, eu atrás do palco me senti agarrado pelo Sérgio (“entra no palco, papai está chamando”) — e eu ouvia o vozeirão de Jacob me chamando para receber junto deles os aplausos, a verdadeira ovação que o público, de pé, tributava a ele, a Elizeth, ao pessoal do Zimbo e do Época de Ouro”.
Difícil achar quem nunca ouviu a Divina exclamar, lá pelas tantas em "Barracão" (Luís Antonio - Oldemar Magalhães): Dá-lhe, Jacob...



Se essa participação imortalizou-o junto ao grande público, já em círculos musicais Jacob está sempre presente, adorado por artistas de todas as tendências.

Nunca consegui andar pela noite do Rio de Janeiro sem lembrar do seu choro "Noites Cariocas". Um arraso.


Entre tantas histórias, vai uma.

Na década de 60, levado por alguém, o concertista (piano) russo Sergei Dorenski, então professor do Conservatório Tchaikovsky, esteve em Jacarepaguá, assistindo aos saraus na casa de Jacob. Acabou tocando também. Ao voltar para a Rússia, lá encontrou Arthur Moreira Lima, estudante de piano em Moscou, e lhe contou o que havia vivido e presenciado. Arthur então se comprometeu a lhe conseguir discos de Jacob. Dito e feito: em poucos meses a Rádio Moscou transmitia programas sobre um gênero desconhecido e distante, o Choro, apresentando um virtuoso intérprete, que tirava sons incríveis de um instrumento que lembrava a balalaika, espécie de bandolim russo, de nome complicado de se pronunciar - Jacob do Bandolim.

Morreu aos 51 anos, depois de passar uma tarde em Ramos, numa boa com Pixinguinha. Chegou em casa esbaforido e caiu sem vida nos braços da mulher. Coração muito sensível.
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01/02/2011: "BRASÍLIA - O senador José Sarney (PMDB-AP) será reeleito hoje, terça-feira, para seu quarto mandato como presidente do Senado, com apoio de todos os partidos da Casa, exceto o PSOL, que decidiu lançar candidatura própria ..."


Lampedusa colocou na boca do ocioso Príncipe Fabrizio Salina a legendária frase: “É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique como está”. Créditos para a "esquerda" brasileira, com a exceção noticiada, pela náusea do século XIX que nos invade.

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