jueves, 30 de diciembre de 2010

Refresco

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Para variar os sons centro-americanos e do resto do mundo, maravilha, que encontraremos em Masachapa, estaremos levando o bom do Brasil. Uma amostrinha abaixo.
Cervejinha gelada, comidinhas, "siento tu cuerpo vibrar cerca de mi"... Sequer lembraremos Brasília, eca.

Tintim! Feliz 2011 a todos os queridos amigos!

lunes, 27 de diciembre de 2010

Todos os vinhos da presidenta

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O assunto aqui é música de todos os tempos, ao menos nesta fase que passamos. Como o tema que seguirá, sobre festanças dos biltres abonados com distribuição de nada ao povo,  é penoso, para quem escreve, talvez também a quem leia, tratamos já de início de lembrarmos um famoso bolero de 1949, Hipocrita, de autoria de Carlos Crespo (Carlos Crespo Cafuentes, não se encontra dados biográficos, quem conseguir por favor nos envie).

O primeiro cantor, Julio Ángel (Julio Ángel Acevedo. Puerto Rico, 23/12/1945), ótimo,  começa sorrindo, não entendemos a razão, mas é melhor assim, rir da hipocrisia.

Sim, a categoria do cantante mais velho declara que ele é nada menos que o grande Johnny Albino (Puerto Rico, 19/12/1919) que integrou Los Panchos como voz principal, substituindo ao lendário Julito Rodriguez. Tanto Julio Ángel como Johnny Albino fizeram carreira nos Estados Unidos, Nueva Iorque (La Gran Manzana), como também fizeram Los Panchos.

Frank Sinatra cansou de dizer que cantores mesmo, dignos desse nome, só viu dois, cada um a sua maneira: Nelson Gonçalves  e Johnny Albino, e que jamais seria nem sombra deles. Tinha razão. Cantor, mesmo, define-se, em geral, como a união de grande poderio de voz e maiúscula interpretação. Frank foi um grande intérprete.

E um grande cara. É famosa a passagem em que Nelson Gonçalves (gaúcho, sim, de Livramento), no camarim depois de um show em renomado teatro novaiorquino, atende a porta e se vê diante de dezenas de microfones e câmeras de tevê, à frente Frank Sinatra de fraque com um enorme buquê de cravos vermelhos e brancos, para dar (e disse sorrindo diante das câmeras) "ao melhor cantor do mundo". Mas essa é outra estória.

Estamos ainda tentando encontrar Alfredo Gil, a pedido de Jacqueline Pompadour, para que se entenda melhor a sua guitarra puntera, o "requinto" que inventou. Só comparável a Waldir Azevedo em noite inspirada, Pedacinho do Céu no seu cavaquinho, ou Canhoto solando enquanto seu corpo descia à última etapa, que também é outra estória.
Para a Hipócrita:




Ao ponto.

O valente companheiro Schumacher, o nosso homem dos vinhos, como Salito (& Cia.) também não comparecerá à posse da Dilminha Mad Madam Mim, mesmo sabendo que a festança será regada a vinhos gaúchos, por alguma razão produzidos por uma só empresa. 

Nós não iremos porque nem bêbedos suportaríamos o cheiro das hienas que estarão catando restos de orçamento por lá,  todas vestidas de pinguim, e as piranhas do Paranoá, então, voando ensandecidas... Nacos de dinheiro, carnes de crianças, para sufocar o medo da vida.

Tudo a ver com o que jamais..., mas até iríamos, se Dilma e seus chefes não convidassem gentes, digamos, que, que... não valem o que comem. À evidência. Perdão aos amigos do blog pela crueza.

Não se preocupe, madame: Josés Dirceus, Sarneys, Collors, Jaders, mais a imensa turma dos chupa, ahn... chupa-botas, estarão lhe prestigiando. Inesquecível, Mad, para ti pelas tantas emoções, no dizer rascante do falso de Itapemirim. Para mim pela náusea. Sim, querida, o que nos separa é o estômago, o meu é fraco. E dos defeitos que tenho, senhora, esse não é o maior.

Já ia mudando de assunto, misturando pessoas, singular e plural.

João da Noite, que é poliglota, foi convidado. Ele e mais dez caras do país. Um time completo. Para trabalharem de porteiros papagaios, sob as ordens do Itamaraty. Do Itamaraty que odeia música, odeia artistas do Brasil, que ama o salário e mordomias em lejanas capitais. O Itamaraty de orgias e mentiras. Da parte ruim de Aristóteles, das oportunidades para todos, desde que a elite dirigente seja... os filhos deles.

Estão se ralando com o Marco Aurélio? Oba. Esperamos que piore. Ferro neles, Marco!

Bem..., mania de desviar o assunto.

Os outros dez  traduzirão espanhol, alemão, francês, italiano, inglês e se vai, um para cada idioma.

João é especial, sabe tudo de javanês (Alô, Lima Barreto, viu essa?!), mandarim, bantu e quirundi (nesta última Salito se vira). Claro que sabe as outras que os demais falarão, mas nessas outras, as "fáceis", eles terão os dez ganhando o triplo, amigos... Não sei se me explico bem.

Justiça seja feita aos incestuosos lalaus: João não daria conta sozinho, pois os parlamentares entrariam em ondas na recepção, feito lobas sobre a presa, ajeitando as roupas, com a voz atropelada, olhinhos cintilando a cobiça, ai que prazer, se cheirando no temor da perda do perfume, tropeçando ansiosos até a fila dos cumprimentos.
Nessa hora Fausto Wolff deverá estar pedindo uma licença do Céu, dar um pulinho no Inferno tomar uns uísques. Nesses momentos sempre pensamos em ti, na tua coragem, no teu despreendimento, Faustin von Wolffenbüttel. Tome uma por nós.

João recusou. Vinte mil, limpos de avião, hotel, mansão das festinhas do Boquinha do Caseiro Nildo e tudo. Ah, sim, ele lá, todo festivo, fazendo ar de homem sério, o Boquinha,  chefe de tudo agora, depois da escandalosa absolvição pelo Supremo Tribunal dos Ricos. Precisamos ler todo o processo. Pausa para vomitar, acontece toda vez que falo nesse elemento. Que decepção, escrava Mad!


Retomando. Falava de João da Noite. O surpreendi no convés da palafita contando a Juan Díaz Matabanquero: "Eu iria, Juanito, juro que iria, pelo meu Brasil, se fosse para gritar aos estrangeiros, em todas as línguas, a cada deputado ou senador brasileiro que entrasse: CUIDADO COM A CARTEIRA".

E João chorou. Chôro para dentro (amamos o circunflexo banido pela "academia"), chôro de homem. Sufocando, com gestos tentando mentir que era tosse ou lembrança da mana morta. Saí sem dizer nada, nem me  viu. Amanhã alcanço-lhe 50 reais, para alguma bebida, a sua aposentadoria mal dá para a bóia. Juanito foi render Kafil no outro lado, era hora. Uma névoa gelada desceu sobre o bunker.

Eu também não vou, já disse, nem ousaram me convidar. Nós não vamos a coroação alguma no Brasil, coroações obtidas pelo engano desde sempre.

Yifan Hou tornou-se rainha do mundo em Antióquia, esta valeria a pena, conseguiu sozinha calculando um universo geométrico, algo como 2 elevado a 64, mas pleno de perigosos buracos negros, estrelas gigantescas brilhando a ilumina-la e a perturbar-lhe os sentidos, sem patife algum a assoprar-lhe soluções, só Deus a movimentar-lhe a mente.

O Deus de quem falo não é tu, Mr. F. Febraban, é outro, Aquele dos nossos sonhos e medos, da condição humana, não um reles agiota, ladrão sujo, que o tempo esquecerá. Quem gosta de ti e o considera Deus é Mr. Lula, o primeiro imbecil a publicamente endeusar banqueiros neste país.

Mas a razão maior de não irmos nesse vulgar bailão, sin más palabras, é porque combinamos com Dolores entrarmos 2011 sentindo na pele o calientar de la playa de Masachapa, besándonos con el más dulce de los besos.

Não faltarei, meu amor.

Em seu blog  Vinícolas e Vinhedos (de onde roubamos o título desta postagem) Schumi expõe singelamente as suas razões. Começa assim:

"Não vou comparecer na cerimônia do Itamaraty, ainda não recebi o convite, mas, mesmo que a carteira de minha rua apareça com um registrado de última hora, não vou aceitá-lo. Já decidi que não vou, não quero ir, não estou a fim, que se danem os salões do terceiro piso do palácio, os jardins suspensos do grande terraço e a vista enjoativa do congresso, prefiro encontrar meus amigos verdadeiros. Vou reservar mesa nalguma calçada da rua da Olaria e convidar o pessoal: Francesca Testarossa, Heloisa Parangolé, Don Salito de los Espantos, Victoria Schumacher, Artur Witt, as gregas da Cavalhada, Sidnei Nabokowski e a brava companheira Verinha."

Se a reunião dos amigos ocorrer até a noite do dia 30 lá estaremos, o teco-teco pode esperar. Pero después me voy.

Aqui acabarei levando um tiro "acidental". O Brasil nestes dias tem cheiro de sangue seco, o nosso sangue, tinto no maldito pôr-do-sol de Brasília.

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sábado, 25 de diciembre de 2010

YIFAN HOU! A RAINHA DO MUNDO!

Yifan Hou is Women World Chess Champion 2010! The Chinese prodigy defeated her teammate Ruan Lufei after 4 classical and 4 tiebreak games of exciting chess. In the classical games Yifan Hou took early advantage by winning game 2 with black, but Ruan Lufei came back in the last moment to equalize the score. The tiebreak started with a draw which Yifan Hou could turn into a win with precise play, but that did not affect her play afterwards, as she won tiebreak games 2 and 4 to claim the World Champion Title.
Congratulations!

Ave Maria

viernes, 24 de diciembre de 2010

Um bolero italiano

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La Hiedra (na Itália, L'edera), é um dos boleros mais lindos e amorosos de todos os tempos, viajou o mundo nas vozes e guitarras inesquecíveis do Trio Los Panchos.


É de 1958, dos italianos Saverio Seracini (música) e Vincenzo D'Acquisto (letra).

Vai em dose tripla, para esquecermos os políticos e pensarmos em amor.

Primeiro, com a italiana Gigliola Cinquetti (Verona, 20/12/1947), que não por acaso depois gravou com Los Panchos, como havia feito Eydie Gormé. Sim, Cinquetti é aquela mocinha da canção Dio, Come Ti Amo!

 
Agora com Paloma San Basilio (Madrid, 22 de novembro de 1950), espetacular,  uma das mais populares artistas de Espanha, que surge com a letra modificada (como também o fez a grega Nana Moskouri), em relação à versão notabilizada por Los Panchos, mas sempre lindo. No detalhe da interpretação, o saxofone doirado, Deus meu...
 
 
Por fim, com "eles", Los Panchos, ainda que já sem a formação original (faltava Alfredo Gil e sua guitarra puntera, única, e por pungente homenagem a Alfredo o conjunto já não se dizia "trio", passando a ser somente Los Panchos).
 

jueves, 23 de diciembre de 2010

Patifes e vagabundos

Agência Brasil
Marcos Chagas

Brasília – Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário. Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.
Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. “Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta”.

Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: “A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la”.
Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.

Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que “ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”. Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre “a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria”.
 
O protesto contra o reajuste dos parlamentares não se resumiu, no entanto, à manifestação do bispo. Cerca de 130 estudantes secundaristas e universitários de Brasília foram barrados na entrada principal do Congresso quando preparavam-se para protestar contra a decisão tomada na semana passada pelos parlamentares.

Refresco

A Rainha do Mundo! (2)

Na postagem do dia 15, em A Rainha do Mundo! damos conta do mundial feminino de xadrez. Com efeito, as finalistas são duas chinesinhas, que neste momento se enfrentam em Antióquia (Tur). Veja AQUI.
Lufei Ruan e Yifan Hou jogam uma siciliana, e estão nesta posição:


Parece que na posição, Yifan, que joga com as negras, terá que realizar 19....Bc8. A palafita está em polvorosa, como todos podem imaginar. Acompanhemos. 

                                                                                                                                                 





miércoles, 22 de diciembre de 2010

Cuando Calienta el Sol en Masachapa


Enfim, ontem à noite aconteceu: estamos no verão. Verão que nos trará mais amizades, mais tranquilidade, mais amor. Na foto, bodas em Masachapa, la playa empezando a calentarse.

Ao entrar a estação mais festiva, estávamos na Cidade Baixa, na velha zona boêmia de Porto Alegre, prestigiando a inauguração do bar da cantante Nina Moreno, no 119 da Rua da Olaria (Lima e Silva). Além de Nina, assistimos Agomar Martins, o famoso juiz de futebol, o melhor de todos os tempos, e a sua pegada em músicas sentimentais é o atestado de que só não escreveu Cantor na carteira profissional porque não quis. Depois o  Dr. Teixeira, a sua interpretação do Alto da Bronze é de estremecer, quando chegou ao fim , "Oh! meu Alto da Bronze dos meus oito anos", Salito estava com os olhos rasos d'água. Deu branco na autoria do Alto da Bronze, mas vamos investigar.
Acompanhando a todos o grande violonista e cantor Darcy Alves, companheiro de Lupicínio e de todos os grandes da noite porto-alegrense, que se deu ao luxo de interpretar Liebestraum, do Franz Liszt.

Muito mais tarde, agora já acompanhados do inseparável boêmio Walter Schumacher, caímos no buteco do Marinho. Lá topamos com Paulo de Tarso, com Potosí inteira nos cabelos, sorridente encostado no balcão. Ainda falaremos mais desse pessoal todo. Tomamos todas as geladas, com saudades de Dolores, que passará o Natal em Barcelona.

Na Cidade Baixa banqueiros não entram e políticos são raros, e estes raros são comunas, de modo que liberamos a escolta, Juanito Diaz Matabanquero e demais parceiros aproveitaram para dar um pulo em Rivera. Carlito Dulcemano Yanés segue no rastro de Ju Betsabé.

Para iniciar um tempo assim, inevitável se sonhar com a praia. E para aqueles que acham que detestamos os pés-grandes do Norte, tem de ser com uma estadunidense. E assim será.
Com o nome artístico de Vikki Carr, trazemos Florencia Bisenta de Casillas Martinez Cardona (19/07/1941, El Paso, Texas, USA), num vídeo antigo pacas, uma pena não termos obtido outras coisas fantásticas que essa maravilhosa artista cometeu em outros shows.

E como aqui não se bate em prego sem estopa, vai uma historinha interessante.
 
Lá pelos idos de 1950, según la historia, en Nicarágua, un hombre llamado Rafael Gastón Pérez, o querido e inmortal  "Oreja de Burro", compôs "Quando Calienta el Sol en Masachapa", referindo ao sol de uma praia no Pacífico nicaraguense, Masachapa, onde na foto ali em cima tem cena de casamento.
 
Malecho dos pilas, vendeu a música (na época não havia direito autoral organizado, basta lembrarmos que aqui no Brasil Cartola e outros grandes caras venderam muito samba pros ricos da Zona Sul do Rio, que os gravavam como seus) aos Irmãos Rigual, por uma ninharia, coisa de 50 córdobas.
 
Rafael Gastón Pérez é amado pelo povo de Nicarágua,  pois foi um artista completo, dominando instrumentos como piano, guitarra e contrabaixo, e absolutamente perfeito no trompete. Y mui bueno cantor de guarachas!
 
Alguém não deseja que nós, os latinos americanos, nos conheçamos e reconheçamos como irmãos que somos, mas temos muitas lágrimas em comum. Don Rafael compôs ainda algo que milagrosamente sempre tocou no Brasil (Salve, João Bosco), com o devido crédito: um bolero chamado Sinceridad. Ainda não encontramos seu bolero Noites de Dezembro, que muito viria a calhar no mês que hoje vivemos. Felipe Pirela o gravou em Venezuela.
 
Felipe Pirela é o grande cantor venezuelano de boleros, assassinado aos 30 anos em Porto Rico, com 31 tiros, pelos mercenários de Mr. F. Febraban e políticos locais. Felipe era amado... epa, mania de ir desviando o assunto.
 
Rafael Gastón Pérez morreu em 1962, num 4 de fevereiro, com apenas 45 aninhos. Vinte anos depois, o Sistema Sandinista de Televisão promoveu um festival, em sua homenagem, que sacudiu o hemisfério, mas que, por alguma razão, no Brasil ninguém soube. Plim-plim, desenho animado dos assassinos do Norte. A tevê outra, a berrar Heil Hitler!, com o Boris Casoy na tela. 
 
Os mexicanos Mário e Carlos Rigual, também notáveis artistas, tiveram o grande mérito de divulgar pelo mundo todo a música que compraram. Só cortaram a praia de Masachapa do título e da letra. Meio século depois ainda tiveram a decência de dividir o crédito da autoria com o autor, citando seu nome junto aos deles. De dinheiro Rafael nunca viu a cor.
 
E aqui está, com a cantante norte-americana Florencia Bisenta de Casillas Martinez Cardona,  a obra-prima do grande nicaraguense. Desejamos que todos a ouçam, na praia, rodeados de flores estivais, olhando seus amores nos olhos...
 


Em 22/set/2012, alertado por uma leitora, voltei aqui. A rede americana retirou o vídeo, sei lá por que, uma música que nunca tocam, onde atrapalharia os seus lucros? Ah, pelo mau exemplo, o medo que a moda pegue com os lixos de que são donas hoje. Penaliza crianças de conhecer o passado, de ouvir, de sonhar, por nada, aliás, perdem de fazer publicidade da cantante.

Mas alguém, alma de amor, já havia recolocado. Quem souber copiar, copie, guarde para novamente colocar amanhã ou depois, para manter a cultura e o bom-gosto que eles querem sepultar.

Ei-la: Florencia Bisenta, com o nome artístico de Vikki Carr, florão de aurora, voz de deusa apaixonada, magnífica estrela da manhã.




Retiraram novamente. Uma alma boa novamente recolocou.

sábado, 18 de diciembre de 2010

O Desguampado (1)

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Muchas gracias, Bet, pela postagem em nome e a pedido de Salito. Aprendeu, é? Pelo menos com a senha dos outros, eheheh.

Eu estava preso naquilo que já foi aeroporto, em Guarulhos. Hoje aquilo é pior que a rodoviária de Porto Alegre, que cobra xixi dos pobres de paris para sustentar os galos de briga dos "donos" do que é público. Eterna concessão governamental na base da simpatia para políticos impotentes.
E falam em Copa do Mundo... Infraero? Mais uma estatal dirigida por incompetentes cabos-eleitorais, como todas as estatais e ministérios. Competentes para, digamos, se dar bem.
De quebra, tendo que ouvir no restaurante finório (?) deles, uma gaúcha falando toda fanha em "namorido", certamente se referindo a um abobado rico que virou ministro ou coisa parecida. Essa nem pintada de ouro, depois de dez anos de cadeia sem namoricar, para usar o linguajar da moçoila. Ufa. Uma hora destas acabo voltando para o Burundi.

Agora num hotel em Maceió.

Compareço ao blog com um tango viejo nessa de Desguampados. Nele, o registro maiúsculo de uma coisa chamada Decepção.

Eu era menino e ouvir o tango pela El Mundo de Buenos Ayres me marcou muito. Carlito Gardel, que havia morrido numa queda de avião em Medellín em 1935, num dia de São João, lá a cantar, e estávamos em 1966. Duas da matina, com impossíveis pensamentos, o ouvido colado ao radio de válvulas que tínhamos em casa. Pegava tudo. Da Tupy do Rio à BBC de Londres. A fascinação de pelo rádio visitar outros planetas. A mãe dormia, a querida mandona, como sempre brava com o pai que tardava a chegar, ele lá em algumas cervejinhas para fugir por alguns instantes, mas quem perdia o sono era eu.


Agora capam os rádios já na fábrica, só se ouve o que eles querem, que BBC nada, seu idiota, contente-se com a Éldorado... com toda a evolução tecnológica disponível. A divisão do butim. Sarney com metade, família Toninho Malvadeza com outra. No meio, fazem dar mais, sobra para outros sortudos, incluindo a RBS do Sul, Collor Coca aqui. Jamais entenderei isso de tomar doce de crianças, para tanto juntando-se em grupelhos. Sentem-se fortes. Os estrangeiros obrigam aos nossos filhos ouvirem somente a "eles". Com os meus não levaram, mas dói ligar o rádio, ver a criançada na rua.  E só por dinheiro..., como dizia Lupicínio em "Sozinha".

Na rua, nos amigos, no colégio: os Beatles. O império matancero anterior. Era obrigação gostar, moda imposta. Eu não gostava. Um gritedo danado, e de onde haviam saído aquelas figuras, que diziam ser mais que a gente? Eles não diziam, mas a propaganda até hoje diz. Hoje gosto um pouquinho dos besouros, os entendo, tem seu valor, mas o dinheiro..., nem eles sabiam que eram massa de manobra. O que caiu em si, humanista, não por acaso o melhor, trataram de achar um maluco para mata-lo e assumir o grande feito. De psicologia para conduzir doidos o FBI entende. Qualquer torturador mediano entende. E o pirado segue prisioneiro tomando remedinhos para não... cair em si, e contar da lavagem cerebral. E ninguém se importa, não sai mais nos jornais carcomidos pelas agências deles.

Mania de desviar o assunto.

Ah, o tango que marcou. Espantei-me, não sabia direito o que Enrique Santos Discépolo, o Discepolín, queria dizer. Nunca havia bebido e nem sonhava com amor, exceto o platônico, a paixão com espinhas, pela professora alemã. Cinco contra um.

Para o  Hans, que tem problemas com o espanhol (não tem biblioteca, livros, por perto, Hans?), a letra inicia com algo assim: Sozinha, murcha, escangalhada, a vi nesta madrugada, sair de um cabaré...

Para O Desguampado, vai Esta Noche me Emborracho (não deixo dados sobre o grande Discépolo, amado, porque ele vai merecer página inteira aqui, em breve).

E o tango vai com ele, o próprio: Carlos Gardel, El Morocho del Abasto, aunque que no en vivo. E chega de beber por hoje, Juanito, tonteei um pouquinho, ora mamãe.





A Desguampada (1)

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Hoje abrimos a série "A Desguampada".

Nada de risinhos, o título é para relaxar. O tema é delicado e importante, muito sério.

Trata das nossas vidas, das nossas lágrimas, daquela vez, lembra, em que éramos muito novinhos, ou muito bobos, ou quando nos juntamos ou casamos para poder (aprender a) transar em paz, sem a violenta culpa que os pederastas que se vestem de vermelho, em Roma, tentaram nos impingir enquanto estupravam crianças. Sim, havia culpa pelo belo num passado não muito distante, ontem. 

Um tempo em que sonhávamos todas as horas, todos os minutos, todos os segundos.

Como dizia aquele samba, “Hoje confesso, com dissabor, que eu não sabia, nem conhecia o amor” (“Maria Betânia”, Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, 28/10/1904 – 31/12/1997).

Aqui no bunker, que carinhosamente chamamos de palafita devido ao córrego que desfila fazendo curvas por dentro, todos já ensoparam travesseiro, sufocando soluços, noite alta. Deus nos livre se a mãe acordar... Alguns ainda ensopam, não é, João? Ou ainda todos choramos?

A idéia é reunir canções de todas as épocas, pérolas no quesito “desguampamento”, que resume tristeza, saudade, um não-sei-quê que dói lá dentro, revolta, até raiva. Tudo por indicação dos milhares de amigos do blog, e da gente aqui, claro.

O título da postagem hoje se ocupa do gênero feminino, mas vale também em voz de homem, aí será O Desguampado.

Chegará o dia em que votaremos a música e os intérpretes, individualmente, e A Desguampada e O Desguampado serão eleitos os reis do sofrimento sincero.

Os reis das nossas desilusões, do nosso despreparo, do nosso amor, da nossa coragem de viver.

Não é demais lembrar que dor-de-cotovelo atinge a todas as raças e classes sociais. Atire a primeira pedra, ai, ai, ai, aquele que não sofreu por amor, como compôs o seu Ataulfo.

Todos não. Os políticos, os banqueiros, os grandes “empresários”, os pastores eletrônicos, os onanistas da Católica, e mais uma lista que se vai, estão fora dessa. Não importa, infelizes não contam para o oceano que vislumbramos.

Rogamos que os amigos nos enviem suas predileções ou suas descobertas. A letra pode ser em qualquer idioma, desde que venha acompanhada da tradução (versão não) para português, russo, chinês ou espanhol.

Almejamos um mínimo de bom-gosto, então precisaremos de bons cantores e cantoras, com disco ou CD gravado mesmo. Como regra esqueçamos os sertanojos, esses estragam até Ary Barroso. Não conseguimos imaginar o blog invadido por uns tais de Brum e Marrom, ou Xotãozinho e Xiriri. Confiamos na sensibilidade dos amigos, então vale tudo o que não for baixaria. É que temos problemas com sertanojos, de ouvido. A propósito, os sertanojos de Brasil já foram mexicanejos, esculhambando os trumpetes dos espetaculares músicos de Guadalajara e de todo aquele grande País. Melhor deixar cada cultura sem desmanche.

A sugestão inicial vem de Juliana Betsabé, outra que é um tantinho desajeitada com blogs e por isso até hoje não conseguiu inserir seu nome entre os amigos que nos acompanham (Seguir). Carlito não esquece.

Ju Betsabé é aquela moça por quem Carlito Dulcemano Yanés é perdidamente apaixonado. Bem, na verdade perdidamente é pouco: ele é alucinado, doido varrido pela gata. Pudera: liiiiiinda, gostosa, alegre, doutora em filosofia, boa de copo, falsa magra... e, hummm, sabe-se lá o que mais. E Carlito já meio coroa, e do outro lado da moeda sorteando a cara e o chapéu... Não podemos falar muito sobre o hermano Carlos Yanés, acompanha Salito no problema com os banqueiros. Ele não existe de tão bom. O que ele não sabe é que ela é enferma por ele, de atar. Deixa assim, se o doido se toca periga sair engravidando todo o planeta.

A canção de abertura chama-se "Paloma Negra" (Rolando Alarcón Soto, 05/08/1920 - 04/02/1973, Santiago de Chile).

A cantante é Lila Dows (19/09/1968, Oaxaca, México), mais que cantante: antropóloga, mui dedicada a culturas mesoamericanas, como a mixteca, zapoteca, maia e nahua. Recentemente com linda aparição no filme do Pedro Almodóvar, junto a Chavella Vargas. Voltaremos a lembrá-las neste blog.

Valeu, Bet. Ainda vais contar onde ouviste a cantante, filha de pai inglês e mãe mexicana. Desguampada e amorosa pacas! (Quase cortei os pulsos!)

miércoles, 15 de diciembre de 2010

A Rainha do Mundo!

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Como todos sabemos, na Antióquia, capital da província de Hatay, na Turquia, neste mês de dezembro desenrola-se a edição 2.010 do Campeonato Mundial Feminino de Xadrez. Para se ter uma idéia da representatividade do local onde se fere o combate, basta dizer que Antióquia, a Rainha do Oriente, foi a terceira maior cidade do Império Romano, atrás somente de Roma e Alexandria. Como se sabe, o Império ruiu, destino de todos os impérios. Passou ao poder turco em 1.084 e hoje é a moderna Antakya.

Por alguma razão as redes de desinformação aqui da colônia verde-amarela ignoram o xadrez, preferem uma ciência chamada kickboxing, na linguagem do atual império. Algo como joelhada na boca, segundo João da Noite.

Novo império onde, aliás, há mais de 60 anos não nasce um razoável esgrimista cerebral para disputar o masculino nem o "Women's World Chess Championship". Como se pode ver pela inteligência e elegância dos diplomatas nos documentos divulgados pelo Wikileaks, vem de longe a decadência. Bem..., esta mania de ir emendando assuntos...

Na foto ao lado, Alexandra Kosteniuk, atual campeã mundial.

A batalha da Turquia iniciou com 64 combatentes. Restam 4. Como se verá a seguir, a China cresce. Logo chegará a vez dos homens, os chineses vem se preparando há muito tempo para alcançar o título.

Até 1991 só as (então) soviéticas venceram (Ucrânia uma vez, Rússia três e Geórgia duas vezes).

Em 1991 algo de novo aconteceu: a chinesa Xie Jun quebrou a escrita, sendo a rainha do mundo até 1996. De 1996 a 1999 foi a vez da húngara Susan Polgar. Em 1999 Xie Jun retomou o cetro, para em seguida sua compatriota Zu Chen reinar até 2004. De 2004 a 2006 a coroa embelezou a búlgara Antoaneta Stefanova. A seguir novamente uma chinesa, Xu Yuhua, reinou soberana.

Em 2008 a Rússia conseguiu retomar o título perdido lá em 1991 pelas soviéticas, e mostrando que cérebros excepcionais podem habitar lindos corpos.

Alexandra Kosteniuk (23/04/1984) foi a mais festejada das campeãs em todos os tempos. Para tanto, esforçou-se muito, viajou o mundo todo, estimulou o esporte, transformou-se em emissária das Nações Unidas. No Brasil..., deixemos para lá, claro que não veio por alguma misteriosa razão. Eterna Rainha.

Agora, em 2.010, as chinesas novamente não estão para brincadeira.

Seguem lutando pelo título do jogo esporte-ciência-arte:

RUAN LUFEI (02/10/1987, China).

A grande surpresa, rating 2.480. No meio do caminho bateu Kosteniuk. O pensamento mundial entende que foi muito longe ao chegar entre as 4 finalistas. Mas se chegou até aqui pode vencer.



ZHAO XUE (06/04/1985, China).

Rating 2.544. Pode surpreender, passa por excelente fase.




 

YIFAN HOU (27/02/1994, China).

Rating 2.591.  Notável enxadrista. Perdeu a final para Kosteniuk em 2008, aos 14 anos. Agora, aos 16...



 
Por fim, das 4 a única que não é chinesa:

HUMPY KONERU (31/03/1987, Índia).

Rating 2.600. A segunda melhor enxadrista da história do xadrez (a primeira, claro, é Judit Polgar, em plena atividade), e a segunda mulher a passar da marca de 2.600 pontos.  Humpy detém o recorde de mais nova mulher a se tornar Grande Mestre (não apenas WGM), o que conseguiu com 15 anos, 1 mês e 27 dias, derrotando o recorde anterior de Judit Polgar em 3 meses.

Na opinião do blog, será a nova campeã mundial.

No dia 24 de dezembro saberemos.

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sábado, 11 de diciembre de 2010

A Diva de Salvador Dali

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Todos aqui ainda trêmulos com a história do Wikileaks, passamos a falar de antigas casas de shows. Kafil está posicionado na guarita do telhado, Miquirina Segundo na frente, a peonada espalhada desde a esquina lejana até dentro de casa, a vida não seguirá sem um desfecho, os mercenários de Mr. F. Febraban que tentem...

Seguimos em boa conversa. Juanito Diaz Matabanquero, que trouxe junto nada menos que João da Noite, o filósofo hoje numa água de dar dó, de cantoria feliz, "Noite alta céu risonhooooo...", pede mais detalhes de Kabarett. Quer relaxar o ambiente. Vamos atacar com uma cantora de cabaret.

Dolores pega canecas e enche-as de  vinho da costa do mar Egeu, o assunto promete.


Como todos sabemos, não há palavras para definir Salvador Dali. (Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí (i Domènech, Marqués de Púbol) - Figueres, Cataluña 11/05/1904  - 23/01/1989)

Louco, de estrelas, Universo em ebulição, Louco, louco, louco, o infante terrível.

E entra em cena Amanda Lear. A menina passou os últimos 15 anos da vida de Salvador Dali ao lado dele, e da mulher dele. Amor à primeira vista.

Ninguém sabe ao certo o ano do seu nascimento, se a mãe era chinesa ou vietnamita.  Papai era inglês mesmo? Sabe-se que nasceu num 18 de novembro.

Amanda Lear é um sonho de mulher.

Toda desconjuntada, julgava-se e julgavam-na "feia", voz grave, tão grave que lembra a espetacular Nora Ney,  e por golpe de sorte virou modelo. Em Paris sucedem milagres.

Um dia Dalí a viu, a desajeitada, e ali surgiu uma amizade indestrutível. Ele com 40 anos a mais, e vivendo feliz com a sua companheira. Sim, a inveja alheia logo sugeriu mènage a trois. Tomara!

O Blog ainda está a pesquisar sobre a sua vida. Sabe-se que escreveu livro, "Eu e Dali" e que era íntima dos Stones. Está vivíssima, e linda.

Abaixo foto de Amanda sendo pintada pelo artista dos artistas, seu eterno amigo.





Logo cantando, nada mais, nada menos, que o "Tango Azul" (Blue TangoLeroy Anderson. Cambridge, Massachutts, de pais suecos, 29/06/1908 - 18/05/75).  

Quem diria, um tango azul, de um sueco norte-americano, que na época incendiou as rádios do mundo.



Os bandidos, reclamando de "direitos autorais" retiraram do youtube. A turma teima e posta de novo!



Outra versão.



Senhora, quer tentar ser minha amante? Sim, no melhor sentido que a palavra encerra.
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jueves, 9 de diciembre de 2010

Wikileaks - O estupro da verdade


Nos últimos meses o mundo assiste, estupefato, o terrorismo sem disfarces do governo norte-americano, que abertamente vem caçando o principal dirigente do Wikileaks, Julian Assange (03/07/1971 - Towsville - Austrália).

Os trogloditas vão mais longe: do seu fétido mar de hipocrisia imposta à canhão, descaradamente insultam a inteligência dos outros. Quer dizer então que a acusação de assédio sexual a um dos nove membros do Conselho Consultivo do Wikileaks foi que fez com que empresas como a Mastercard e a Visa cortassem as transferências financeiras em favor do site? Pela mesma razão o banco suíço PortFinance encerrou a conta de Assange?

Nem seus filminhos enlatados e podres poderiam sustentar ficção tão barata: a mera acusação de passar a mão na bunda das tais suecas implicar em bloqueio de recursos, encerramento de conta bancária pessoal e imediato pedido de extradição. Nada a ver com a CIA? Como se o mundo não soubesse o risco de morte que o moço corre desde que iniciou a divulgação das barbaridades.

Depois da divulgação dos 90.000 documentos sobre o Afeganistão, em julho, Assange teve que se refugiar na Suécia, para que não tivesse seu site retirado do ar por ordem do Pentágono. E para não ter uma morte acidental, tipo se jogar drogado de um 30º andar.

Um mês depois, as duas senhorinhas o acusaram de estupro. Por falta de provas o caso foi arquivado. Sabe-se lá como, no final de setembro foi reaberto. Não tem precedentes a velocidade da notificação, código vermelho, da Interpol para a sua prisão. No dia 18 de novembro era um pedido comum, válido apenas para o território da Suécia, no dia 20 já estava convertido em mandado internacional.

O universo contempla o rosto de Darth Vader. Caiu a máscara do império em derrocada, não haverá truque cinematográfico que conserte o irremediável.

Surpreendidos pela exposição nua e crua da própria feiúra, agora não mais escondem que podem calar a quem quiserem e onde quiserem. Querem o estupro da verdade, forjando provas, matando se necessário. O site é continuamente atacado, mas nisso de ciberespaço o pessoal sabe se defender. E como calam um homem?

Aqui na palafita estivemos em vigília dias a fio, esperando a qualquer momento a notícia de um acidente de carro ou de uma explosão. Ou mesmo de assassinato puro e simples, não é difícil encontrar um doido a quem atribuir a culpa.

Pois este mesmo mundo que se quedou surpreso com os documentos revelados pelo Wikileaks, sobre os "métodos" dos sanguessugas do planeta, e em seguida com o despudorado revide, agora começa a dar sinais de reação.

A postura da Suécia no episódio o tempo tratará de colocar em pratos limpos. É hora mesmo de se esclarecer o papel dos escandinavos no xadrez mundial.

O Presidente Lula foi um dos primeiros, se não o primeiro, chefe de estado a se manifestar. Deixou bem claro o que pensa o Brasil sobre o escândalo: "O rapaz foi preso e não estou vendo nenhum protesto pela (violação da) liberdade de expressão. Não tem nada. O rapaz apenas colocou no site o que leu. O culpado não é quem divulgou, mas quem escreveu (os telegramas diplomáticos)". Poucas horas depois o russo Putin engrossou o coro, questionando: "Isso é democracia?".

O governo da Austrália ainda se mantém calado. Nesta semana o formidável intelectual estadunidense Avron Noam Chomsky (Filadélfia, 07/12/1928), conhecido por suas severas críticas à política externa do seu país (exatamente o que o Wikileaks desnudou), se uniu a um manifesto de jornalistas, advogados e escritores australianos para que a Primeira-Ministra da Austrália expresse apoio irrestrito a Assange, pelas "graves preocupações" com a sua segurança, dada a "retórica cada vez mais violenta" contra ele.
Esse apoio não virá: a senhora Primeira-Ministra sujou a bandeira de seu país, vendendo-se vergonhosamente aos Estados Unidos, a que preço ainda não sabemos, mas o tempo também tratará de jogar luzes. Somente a pressão do povo australiano fará a megera retroceder. 

Hoje se iniciou a coleta de assinaturas em protesto, seremos milhões, gentes de todos os confins do mundo erguendo a voz em repúdio, AQUI!

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martes, 7 de diciembre de 2010

Os amigos dos meus ex-amigos

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Os jornais de hoje dizem que a presidente do Brasil vai nomear um tal de Eduardo Braga (do decente PMDB) para Ministro da Previdência. Ou Imprevidência, como prefere João da Noite.

Nada sabemos sobre esse elemento, salvo que, agora com 50 anos, sempre foi mauricinho hijito de pápi e nunca trabalhou na vida, com exceção de seu honrado trabalho de político profissional desde que se conhece por gente. Gosta muito de dançar.

Não publicamos foto porque - e isto é a única verdade verdadeira - o sujeito tem uma cara de bunda açucarada, parece falsa, que poderia afetar o íntimo precioso dos sensíveis amigos do blog.

Deve ser uma pessoa muito séria e honesta, para chegar a tão alto cargo da nação. Como todos os seus futuros colegas ministros. Com o tempo vamos analisar a brilhante carreira de todos. Escrevo isto e recordo com saudades do eminente Ministro Antônio Rogério - cachorro também é gente - Magri, um indivíduo trabalhador, culto, acusado injustamente de corrupção, que pelo seus imexíveis dotes intelectuais foi galgado a Ministro do Trabalho no governo do nobre Presidente Collor Cocaína. 

Sinceros parabéns a Mad Madam Mim, pessoa que honra suas dívidas de gratidão, não esquece os abnegados doadores da sua vitoriosa campanha eleitoral, até aqui parece estar observando, ao pé da letra, as recomendações de Deus, de algum Deus, afinal são muitos, Mr. F. Febraban é só mais um.
(Aliás, Mad, se está me lendo, pare de fingir, assim você morre em vida: precisamos verificar os nomes dos desinteressados doadores, o que faremos no próximo fim-de-semana).

Desejamos muitas felicidades ao querido ministro. Colocamos a mão em água fria pelo novo ressuscitador de Boi-bumbá: elegeu-se ao Senado pelo Amazonas gastando a irrisória quantia de R$ 5.755.000,00, por dentro. Só isso significa mais de 30 anos de salário de senador. Por aí se vê como é politizada a população amazonense e a confiança que nele depositam as empresas que o elegeram. Por alguma razão lembramos da Receita Federal  do Brasil e de dirigentes amigos.

A sua adorada esposa é primeira-suplente ao Senado. Vai assumir. Que não se pense em nepotismo, ela foi bem votada, o bom marido fez-lhe uma doação de campanha de R$ 20.000,00 em espécie, para pintar as unhas, e com isso a Suplenta ganhou os votos de quatro barbies que frequentam o instituto de beleza La Dolce Vita.

O segundo-suplente é um empresário paulista que declarou ao TRE um patrimônio de míseros 616 milhões, no Brasil. Se a madame ganhar um bom cargo no Ministério da Imprevidência ou em outro qualquer, um que mexa com verbas, o empresário sem votos será o artista na Câmara Alta. Aplausos para ele. João da Noite diz que  adoraria comprar um mandato de Senador, mas os poucos caraminguás que possui mal dão para a cachaça. Uma pena, João da Noite é honesto.

O que não suportamos mais aqui na palafita é a maldade alheia, o escárnio em cima da ilibada reputação dos nossos melhores homens. Em rápida olhada em torno, o que vemos de gente invejosa! Algumas coisas que falam desse virtuoso brasileiro:

"Adora saquear os cofres do estado com obras faraônicas. É campeão em fraudes em licitações, auxiliado pelo seu famigerado amigo Belão".

"Para relaxar pratica boxe e usa a cara de sua mulher como saco de pancada. Quem vê a dona sorrindo não imagina que ela já teve de fazer cirurgia plástica para ajeitar a cara, depois de um ataque de fúria presenciado por todas as empregadas que tem de ficar pianinho e assistir".

"Dizem as más línguas que sua amante Mônica  também gosta de levar umas porradinhas de vez em quando".

"Se alguém denunciar ou se meter nas negociatas de combustíveis, ele manda matar".

E vamos parar por aqui, não pretendemos ajudar gentes malvadas a desfazer da biografia de um inocente, nem dar publicidade de mentiralhas, o que também é crime. Numa dessas prendem Salito, forçando-o a entrar na escola do mal, para lá de dentro sentir ímpetos de cometer sua desforra sentimental, na lei do cão, como fazem alguns cães aqui fora por nacos de dinheiro e poder.
Obviamente que o Eduardinho nega tudo com veemência, é tudo vingança de uma mal-amada em processo de divórcio.

Carlito Dulcemano Yanés y Juan Diaz Matabanquero moraram em cabarés, de oitava catega, quando eram meninos, 17 e 20 anos. As putchangas os tratavam bem depois do desastre inicial.  Eles jamais transaram com elas, mas elas lhes devem suas vidas.
Precisamos de autorização de ambos para estender este assunto. Não convém. Mas podemos dizer que elas dão a vida por eles, até hoje. Bem...
Pulamos. Arrependidas desculpas.

A que ponto chegamos: até sobre a vida pessoal do pobrezinho inventam coisas. Criam até amante! Fingem não saber que os políticos são impotentes. Bem, até aí morreu neves: poderia ser como o Boquinha, que tinha uma mansão alugada apenas para assistir às taradices dos outros, a sua é essa, assistir.
Deus meu! (não é tu, Febrabo), que pensamento horrível este, como pôde me ocorrer! Perdão. 

O que poderia interessar é a história de se avançar e fazer taradices com o dinheiro público, o nosso, mas isso é uma deslavada mentira. Como se disse no início, nada sabemos sobre o elemento, mas acreditamos que só o fato de ser lembrado para ministro inibe qualquer desconfiança. O tadinho certamente leva uma vida frugal, despido de vaidade, um Amélio que só pensa no povo.

Não possui propriedades, contas em paraísos fiscais, empresas aqui ou lá fora, nadinha, nenhunzinho no banco. Um santo de verdade, só tem a roupa do corpo (nada a ver com as roupas de todo o Corpo Diplomático Brasileiro). Um homem digno.

Essa gentalha que espalha inverdades, puro ciúme, merece ser processada: injúria, calúnia e difamação. Cadeia para os "brutti, sporchi e cattivi!", como bem cuspiu Ettore Scola.

São muito mais nocivos que os operários do pó do Morro do Alemão, estes cumpridores de suas obrigações na sociedade, que consiste em entregar a mercadoria nas portas das casas dos banqueiros, dos políticos, dos lindos obreiros das redes de tevê e dos institutos de pesquisa, dos publicitários, dos nossos idolatrados cantores, ahn, ôras,  e atores, izes, dos grandes empresários premiados, e dos hijos de papito em geral, de modo a evitar que gente fina tenha que fazer fila nas sinuosas avenidas das favelas, atrapalhando o trânsito dos abastados moradores.

Tornamos a desejar ao bem alimentado ministro uma excelente gestão. Nós, os bangalafumengas (contribuição do letrado João da Noite) que admiram o talento dos nossos heróis, muito ganharemos com a sua administração. A Imprevidência finalmente cai em boas mãos.

Agora vai, nesse passo logo meus ex-amigos estarão mamando o pau do Maluf.

Respiremos fundo. Uivemos: Áuuuuuuuuuuuuuu...

Até que são engraçadas essas histórias fabricadas, esse povinho tem uma criatividade... Sim, aqui a gente ri para não chorar, mistura-se gargalhadas com uivos.

A vida é uma festa..., um baile. Um baile que quase não muda com o passar de tempos e mortes.

Por alguma razão agora lembramos do filme "O Baile", uma obra-prima do genial cineasta Ettore Scola (10/05/1931, Trevico - Itália).

Ufa! Saímos de um conto de horror para cinema e música. Remetemos para nova postagem, AQUI, evitando misturar coisas lindas com o que escrevemos logo acima.




Os bandidos tiram e alguém coloca novamente na rede.


 
Y así pasan los dias.